Fuga de Talentos - Márcia Haydée  escrito em quarta 20 fevereiro 2008 03:24

Márcia Haydée Salavarry Pereira da Silva nasceu em Niterói em 18 de abril de 1937.
Aos três anos de idade, Márcia Haydée já tinha aulas de balé clássico, tendo formação, no Brasil, com Yuco Lindberg e Vaslav Veltchek. Aos dezesseis anos, foi se aperfeiçoar na Royal Ballet School de Londres, na Inglaterra. Em 1957, Haydée iniciou sua carreira profissional no Ballet do Marquês de Cuevas. Quatro anos depois, conheceu o coréografo John Cranko, diretor do Ballet de Stuttgart, de onde se tornou a primeira solista.

Cranko investiu em Haydée, que se tornou uma estrela internacional, dançando em obras como Romeu e Julieta, Eugène Oneguin e A megera domada. Em 1976, três anos após a morte de Cranko, Márcia assumiu a direção do Ballet de Stuttgart, passando a ser disputada por outros coréografos, tais como Maurice Béjart, Glen Tetley, Jiri Kylian, William Forsythe e John Neumeier. Ela era então aclamada como a "Maria Callas da dança". Em 1993, Márcia Haydée assumiu também a direção do Companhia Nacional de Dança do Chile.

Seus mais importantes partners bailarinos foram Richard Cragun (com quem foi casada durante dezesseis anos), Rudolf Nureyev, Jorge Donn, Mikhail Baryshnikov e Anthony Dowell.

Em 1996, Márcia Haydée resolveu dedicar-se à vida pessoal e hoje vive em uma casa de campo, a quarenta quilômetros de Stuttgart. Contudo, em outubro de 1999, aos sessenta e dois anos, ela voltou a apresentar-se, dançando a peça Tristão e Isolda, com o bailarino brasileiro Ismael Ivo, na Alemanha.

 

Fonte: Wikipedia 

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Fuga de Talentos - Roberta Marquez  escrito em quinta 14 fevereiro 2008 02:09

A carioca Roberta Marquez, uma das estrelas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, é considerada o maior talento de sua geração.
No ano passado, ela recebeu o primeiro convite para dançar no exterior em uma produção do bale A Bela Adormecida, justamente no Royal Ballet de Londres, uma das maiores e mais tradicionais companhias do mundo.
Roberta, que tem 26 anos, já era considerada uma estrela do balé brasileiro, mas a temporada em Londres rendeu muitos frutos e ela foi chamada para ser uma das primeira-bailarinas do Royal Ballet. Ou seja, terá os papéis principais, dançará solos e terá mais destaque.

"Foi uma temporada muito boa, as críticas foram excelentes. Tive uma crítica ótima do Clement Crisp, crítico do Financial Times."

Convites

Ela conta que após os sucessos de sua primeira temporada recebeu vários convites, participou da temporada do Royal Ballet na Rússia e voltou a Londres para dançar Giselle.

"Depois do espetáculo, a diretora me disse que queria falar comigo. Eu não esperava um convite desses (para primeira-bailarina), achava que ela ia me convidar para mais uma temporada como bailarina convidada."

O convite, segundo Roberta, foi irrecusável e ela chega em setembro a Londres.
Fora raras exceções, como Marcia Haydée, considerada um mito da dança mundial, o Brasil não tem tradição de formar grandes bailarinos.O ballet ainda é visto como uma arte praticada pela elite e apresentada para a elite.Roberta Marquez espera que sua ida para o Royal Ballet mude esse tipo de visão e abra as portas do mercado de trabalho para bailarinos brasileiros no exterior.

Diferenças

Além de notar que há mais estudantes de balé de famílias com menos recursos, ela diz que os brasileiros não fariam feio numa companhia estrangeira, mas, segundo ela, ainda falta muita infra-estrutura para o balé no Brasil.

"O Royal tem uma estrutura maravilhosa. Os bailarinos têm sala de fisioterapia, de Pilates, é outro nível. E eles dançam o ano todo, com longas temporadas."

Já no Brasil, falta incentivo, faltam patrocínios, nunca há verbas, afirma Marquez.

"(No Brasil) a gente dança de três em três meses."

A diferença está aí, segundo Marquez. Os brasileiros são muito talentosos, mas não conseguem dançar com a freqüência necessária.
Após chegar à Inglaterra em setembro, Roberta Marquez começa imediatamente um esquema puxado de ensaios.

 
Fonte: BBC Brasil 

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Fuga de Talentos  escrito em segunda 28 janeiro 2008 03:20

"Bailarinos brasileiros são tão valorizados quanto os jogadores de futebol, por causa da técnica e da versatilidade. Afinal, quem dança samba aprende qualquer outro estilo, tem malemolência." (Jorge Teixeira)

O número de bailarinos brasileiros que saem do país para dançar em grandes companhias do exterior é cada vez maior. A falta de investimento do governo, o pequeno número de corpos de baile e de cargos disponíveis acentua ainda mais a necessidade de integrar grupos estrangeiros em prol de reconhecimento artístico e financeiro. O que fazer para mudar essa realidade?

O ensino da dança no Brasil é considerado um dos melhores do mundo, o que é um grande mérito visto que somos um país culturalmente jovem. Contamos com escolas tradicionais como a Estadual de Dança Maria Olenewa, no Rio de Janeiro, além da Municipal de Bailados de São Paulo. No ano de 2007 formou-se a primeira turma do Ballet Bolshoi de Joinville, que aliás é a única filial do Bolshoi fora da Rússia. Mas para onde vão todos esses talentos, muitas vezes revelados no nosso grandioso Festival de Dança de Joinville, considerado pelo Guiness Record como o maior festival de dança do mundo? Se pretendem continuar no país devem buscar entrar nas escassas companhias clássicas que possuímos, entre elas o Theatro Municipal do Rio de Janeiro é a única com grande renome.

A grande diva dessa companhia, Ana Botafogo, diz que nossos bailarinos "são muito bem vistos (no exterior). Nós temos um nivel maravilhoso, hoje em dia, o ensino é tão bom que temos ótimos profissionais. O que falta é campo de trabalho, o que faz ter um exôdo dos nossos bailarinos, temos muitos espalhados em companhias na Alemanha. As pessoas sabem quem são os bailarinos brasileiros".

A realidade parece estar mudando aos poucos. Após a formatura de sua primeira turma, a Escola do Ballet Bolshoi no Brasil abriu o seu primeiro corpo de baile jovem que conta já com cinco bailarinos formados na escola e agora prepara as audições para contratar outros membros. Mas ainda é pouco. A solução mais prática ainda vem sendo a fuga para os ballets europeus e norte-americanos na esperança de melhores oportunidades.

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Breve história do Ballet clássico  escrito em sexta 25 janeiro 2008 13:55

O balé clássico se originou das danças coral cortesã e mourisca. Grupos de figurantes (cavalheiros da corte e, às vezes damas) formavam as "entradas de mouriscas", usando trajes bizarros na caracterização dos personagens. As danças se sucediam a intervalos, cada grupo realizava seu bailado e, por fim, todos se uniam na dança geral.

Os espetáculos ganharam maior dramaticidade na Itália e os temas da mitologia clássica substituíram os dos romances medievais. A dança pantomímica passou a ser executada por bailarinos profissionais e transformada em espetáculo público.

O balé se estruturou na Itália, antes de se desenvolver na França. Em meados do século XVI, Catarina de Médicis levou a Paris o balé "Comique de la Reine". A primeira peça de gênero dramático "Ballet de Circé" foi composta em 1581, pelo músico italiano Baldassarino.

Luís XVI foi o fundador da Academia Real de Dança, em 1661. Esse berço do balé profissional deu grande impulso à dança.
O balé passou para o teatro. Os artistas eram sempre do sexo masculino. Usavam máscaras e trajes que dificultavam os movimentos. As mulheres foram incluídas como bailarinas em 1681, po Lully, em seu "O Triunfo do Amor". Os passos eram baixos e sem saltos. Os grandes saltos foram incorporados à técnica pelo grande bailarino Ballon. As cinco posições básicas dos pés foram elaboradas po Pierre Beauchamp. Raoul Feuillet realizou a primeira tentativa de notação de dança com sua "Coreografia ou Arte de Escrever a Dança".

As mulheres passaram a se destacar e contribuíram para o aperfeiçoamento da arte. Marie Camargo criou o jeté, o pas de basque e o entrechat quatre, além de encurtar os vestidos até acima dos tornozelos e calçar sapatos sem saltos.

Jean Georges Noverre foi a figura mais importante da dança no século XVIII. Além de vários bailados, foi autor de "Lettres sur la Danse et les Ballets", que trazia leis e teorias do balé. Ele afirmava que o balé é uma arte nobre, destinada à expressão e ao desenvolvimento de um tema. Criou o balé dramático, onde a história é contada através de gestos. Reclamava maior expressão na dança, simplicidade e comodidade nos trajes, além de mais vastos conhecimentos para os "maitres de balé" e a necessidade de um tema para cada balé. A partir daí, Gaetan e Auguste Vestris criaram novos passos.

As famosas bailarinas russas começaram a aparecer na Europa em meados do século XIX. Conquistaram de vez os teatros.
O Romantismo na dança foi inalgurado po Marie Taglioni. Assim, as bailarinas se tornaram seres quase irreais, em um ideal de imaterialidade. Toda a técnica e estética da dança foi revolucionada. Taglioni criou o *sapato de ponta, dando às bailarinas a possibilidade de executar proezas técnicas e aparência de flutuar nas pontas dos pés, além do *tutu - vestido semi-longo, de tule, com corpete justo, possibilitando liberdade total para os movimentos. Sua mais famosa criação foi "La Sylphide" (1832).

Jean Coralli criou "Giselle" em 1841, um dos maiores bailados tradicionais, de caráter dramático e emotivo. Jules Perrot produziu "Pas de Quatre", em 1845. Em 1870, Arthur de Saint-Léon criou "Coppélia", com música de Delibes.

Marius Pepita, com Cecchetti e Ivanov criou "Quebra-Nozes", em 1892; com Lev Ivanov criou "A Bela Adormecida", em 1890. Todos com música de Tchaikovski, como a maioria dos grandes balés russos.

Pepita preparou vários bailarinos de grande talento. Pelas mãos de Enrico Cecchetti passaram os mais famosos nomes da dança internacional, como Anna Pavlova. O estilo e o método de Cecchetti ainda permanecem.

No começo do século XX, o balé teve um impulso, que se deve a Sergei Diaghilev.
A coreografia foi revolucionada por Fokine, que pôs em prática os ideais de Noverre. A dança deveria ser interpretativa, mostrando o espírito dos atores, em harmonia com a música e a arte plástica. O mais célebre bailado de Anna Pavlova - A Morte do Cisne - foi criado por ele, além de 68 bailados, representados no mundo inteiro.

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